Tudo que ela pode ver são os sonhos tornados reais





Quando menos esperamos acontece algo que abala nossas estruturas.
Eu estava tão segura dos meus sentimentos,do que eu queria pra  minha vida nesse momento.De repente ,não mais que de repente, um vendaval coloca tudo a perder.
Não posso descrever aqui o que  se passa, o que posso dizer é que não é a primeira vez que isso me acontece.
Como encontrar o equilibrio dentro de nós é dificil .Sou emotiva pra caralho mas ao mesmo tempo pareço uma rocha,sofro e ao mesmo tempo não to nem ai, quero muito alguma coisa e sei que se eu persistir eu consigo,mas algo me impede de ir ate o fim.Eu sei da capacidade que eu tenho,mas não quero que as pessoas me interpretem mal.É um conflito incontrolavel,se posso assim dizer.Parece que a velha Tainá quer voltar a ter vida,mas a nova Tainá não quer deixar.Não sei dizer qual delas é a melhor opção.Na verdade sei que as duas tem seu lado bom e o lado ruim.É ai que entra o tal do equilibrio.Como fazer a parte boa dessas duas estranhas pra mim, ocupar o lugar de uma só.
Eu e meus devaneios da vida.
O que me fode (com o perdão da palavra) é o lado sentimental...e é so isso que falta.E essa parte é a mais dificil de lhe dar.Sou carente assumida,preciso de colo,de carinho,preciso dormir de conchinha,preciso brigar,preciso amar e ser amada.Mas ao mesmo tempo sei que a convivencia comigo não é facil.
Se eu tivesse direito a um unico pedido,pediria pra sumir...pelo menos por essa noite,mesmo que fosse  sumir nos meus sonhos,e acordar renovada e pronta pra proxima batalha de conflitos.Tainá Vs Tainá.

Ser adulto é muito chato,prefiro brincar de outra coisa!






Olhando para baixo em ruas vazias, tudo que ela pode ver
são os sonhos todos tornados sólidos
são os sonhos todos tornados reais

todos os edifícios, todos aqueles carros
eram uma apenas
um sonho na cabeça de alguem

ela retrata o vidro quebrado, ela retrata o vapor que retrata uma
alma sem nenhum escape na emenda

vamos trazer o barco para fora
esperar até a escuridão
vamos trazer o barco para fora
esperar até que a escuridão venha

em nenhuma parte nos corredores de verde pálido e cinza
em nenhuma parte nos suburbios na luz fria do dia

lá no meio dele assim viva e sozinha
palavras suportam como o ossos

sonhando com a rua da piedade você está de dentro para fora de
sonhando com a rua da piedade de novo nos braços do seu papai
sonhando com a rua da piedade jura que eles moveram esse sinal
sonhando com a rua da piedade de novo nos braços do seu papai

puxando para fora dos papéis das gavetas que deslizam
rebocando a escuridão palavra por palavra

confessando todas as coisas secretas na caixa morna de veludo ao
padre -ele é o doutor ele pode segurar os choques

sonhar com a ternura
o tremor nos hip de beijar os lábios de
Maria´



sonhando com a rua da piedade você está de dentro para fora de
sonhando com a rua da piedade de novo nos braços do seu papai
sonhando com a rua da piedade jura que eles moveram esse sinal
procurando por piedade nos braços do seu papai

piedade, piedade, procurando por piedade
piedade, piedade, procurando por piedade

Anne, com seu pai está para fora no barco
singrando a água
singrandoas ondas no ma
r


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